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Carlos Freitas

A Nova Geração....

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Essa semana passei por uma experiência nova com o nascimento do meu primeiro filho, o Nicholas, e muitos amigos já me perguntam se chegou a nova geração do áudio.

Bom, é realmente muito cedo para dizer isso, porém me veio a cabeça como será esse universo daqui a 20 anos?

Voltei a 1983, quando eu entrei pela primeira vez no estúdio Transamerica em SP com 18 anos e fiquei apaixonado pela enorme console Harrison e pelos gravadores Studer de 24 Canais.

32 anos se passaram desde então e eu acompanhei a transição do modelo de gravação do analógico para o digital, com a substituição dos grandes gravadores analógicos em tape para as "workstations" digitais como o Pro tools.

Agora, vejo uma nova mudança em curso, onde estamos substituindo aos poucos os "hard-disks" pessoais para os espaços compartilhados na "nuven" (Grandes Servidores virtuais com alta capacidade de armazenamento).

A Adobe e a Microsoft saíram na frente, mas agora, com a chegada do Pro Tools 12, definitivamente o áudio está no mesmo caminho.

Caso o Nicholas queira trabalhar com áudio, vai encontrar um mundo cada vez mais conectado e compartilhado onde a tecnologia vai permitir uma gravação simultânea com músicos em São Paulo, Rio de Janeiro e Los Angeles.

A evolução é inevitável e está cada vez mais rápida, assim como aconteceu quando eu comecei a minha carreira no áudio e acontecerá quando chegar o momento do Nicholas.

A forma de se expressar musicalmente e a essência da música continuará sendo a mesma de ontem e de hoje, e esse vai ser sempre o objetivo pelo qual trabalhamos com áudio, que é ajudar os artistas a se expressarem, Independente da tecnologia.

Bem vindo ao mundo Nicholas... e se você desejar no futuro, quem sabe bem vindo ao mundo do áudio!

Atualizado 09/02/2015 em 10:35 AM por [ARG:5 UNDEFINED]

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Comentários

  1. Avatar de saulowan
    Carlos, parabéns pela "paternidade fresca" em primeiro lugar... Já "produzi" 3, sendo que o do meio já faz parte desta nova geração do áudio. Começou pelo começo, a meu ver felizmente, como roadie, passou pra monitorar o palco, depois a house, daí o guitarrista da banda se machucou, ele assumiu e começou a fazer dub, saiu da banda e hoje produz trance. Poderia se dizer uma trajetória meteórica pra 28 anos, mas a anti-corujice me impede... Acho que o caminho da nuvem ainda vai ser longo, a julgar pelos "dinosounds" ainda existentes em meio à fiação, a polêmica plug-ins x hardware, acústicos & valvulados etc.. Mas uma coisa me parece certa: os engenheiros e técnicos precisam estudar música. Digo isso com a experiência de ter feito o caminho inverso, de guitarrista até a composição & regência e daí pro áudio e produção. Fica a dica pra quem começa a semear nesse grande jardim elétrico!